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Machismo tem cura?

Melissa Almeida
Escrito por Melissa Almeida em 11/08/2020
Machismo tem cura?
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Várias discussões tem acontecido sobre diversidade nas empresas, sobre a necessidade de inclusão social, porém nossa realidade ainda demonstra que as mulheres pertencem a um grupo que além da busca pela igualdade de cargos e salários, ainda tem que lutar contra atitudes machistas claras ou veladas.

Estamos em 2020, vivendo em meio a uma pandemia e infelizmente muitas mulheres precisam conviver com comportamentos que favorecem o gênero masculino em detrimento ao feminino.

No ambiente de trabalho 5 situações são mais comuns:

    • Interromper a fala: homens costumam falar mais em reuniões e frequentemente interrompem suas colegas desnecessariamente.

    • Explicar coisas óbvias: Alguns homens acham que é necessário explicar assuntos simples ou algo que ela domina, de forma óbvia ou didática, subjugando a inteligência da colega.

    • Repetir ideias: explicam as ideias de uma mulher, como se elas devessem ser ditas por um homem para ter validade.

    • Roubo de ideias e créditos: acontece quando um homem toma para si a contribuição de uma mulher, como se fosse sua, mesmo não estando envolvido na execução.

    • Piadas sobre TPM: reduzir os sentimentos femininos a alterações hormonais.

Essas são as situações mais comuns, porém ainda ouvimos coisas do tipo “joga como um homem”, como se houvesse superioridade de gênero.

Cumpre ao RH e aos desenvolvedores da cultura organizacional rever e repensar essas atitudes.

De que forma?

Por exemplo, num processo seletivo entrevistar o mesmo número de homens e mulheres (diversidade). Evite questionar sobre o cuidado com os filhos, afinal isso não deve ser considerado como exclusivo das mulheres. Os pais também têm responsabilidades com relação à criação da prole.

As mulheres que são mães tem 44% menos chances no mercado de trabalho, não corrobore com isso na sua empresa.

Pague salários iguais para homens e mulheres que fazem as mesmas atividades. Isto inclusive está previsto em lei. A CLT no artigo 461 regulamenta que os salários devem ser iguais. Inclusive a Constituição no artigo 7º proíbe “a diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil”.

Ao promover eventos fale sobre o assunto, não espere somente as comemorações do dia das mulheres.

 Reveja as políticas sobre assédio bem como suas penalidades e divulgue nos meios de comunicação da empresa.

Se você leu este artigo até aqui é porque está preocupada ou preocupado ou ao menos interessado em fazer a diferença no seu ambiente de trabalho. Seja um propagador do respeito e da igualdade.

A transformação só acontece quando todos estão dispostos a mudar de hábitos.

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